Paquistão prende mais de 130 militantes islâmicos

O Paquistão anunciou hoje a prisão de mais de 130 militantes islâmicos, inclusive líderes de dois grupos aos quais a Índia atribui o ataque suicida perpetrado no mês anterior contra seu Parlamento. "As medidas enérgicas que começaram a ser aplicadas na noite anterior continuam", disse o general de brigada paquistaneses Javed Iqbal Cheema, do Ministério de Interior. O funcionário comentou que diversos líderes dos grupos Lashkar-i-Tayaba e Jaish-i-Mohamed estavam entre os detidos, mas seus nomes não foram divulgados. Algumas fontes diplomáticas disseram que as detenções mostravam a seriedade com a qual o Paquistão tenta amenizar a tensão com a Índia. Uma cúpula de líderes do sul da Ásia, da qual participam o presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, e o primeiro-ministro da Índia, Atal Behari, Vajpayee, está programada para começar amanhã em Katmandu, Nepal. A tensão entre as duas nações rivais piorou depois de 13 de setembro, quando um ataque suicida contra o Parlamento de Nova Délhi deixou 14 mortos, incluindo os cinco suicidas. A Índia atribuiu a autoria do atentado ao serviço secreto paquistanês e aos grupos Lashkar-i-Tayaba e Jaish-i-Mohamed, que recentemente informaram sobre a mobilização de suas operações à região da Caxemira controlada pelo Paquistão. Tanto o governo paquistanês quanto a direção dos grupos extremistas negam as acusações indianas. Os dois países, que possuem armas nucleares em seus arsenais, deslocaram milhares de soldados para a disputada região da Caxemira, onde vêm ocorrendo trocas de tiros através da fronteira. Líderes estrangeiros vêm pedindo às duas nações que encontrem uma solução pacífica.

Agencia Estado,

04 Janeiro 2002 | 14h57

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