Paquistão prende suspeito de ataque suicida na Índia

Pressionado pela Índia e pelos Estados Unidos, o Paquistão anunciou hoje a prisão do principal líder do maior grupo separatista da Caxemira, suspeito de liderar o ataque suicida ao parlamento indiano no último dia 13 de dezembro. Ações militares na região deixaram pelo menos três soldados e nove militantes mortos, informaram fontes de segurança da Índia.Hafiz Saeed, líder da organização Lashkar-e-Tayyaba, foi preso ontem à noite em Islamabad. Ele foi acusado de fazer discursos inflamados e de incitar as pessoas à violência. Foi a mais significativa prisão de um militante pelo Paquistão desde o início das tensões com a Índia. O ataque suicida ao parlamento deixou 14 mortos, e a Índia acusou a agência de inteligência paquistanesa e dois grupos islâmicos baseados no Paquistão, Lashkar e Jaish-e-Mohammed.Ontem à noite, Nova Deli divulgou uma lista de pessoas procuradas no Paquistão por terrorismo e atos criminosos na Índia. O Paquistão argumenta que o país vizinho não ofereceu evidências, e que estaria inventando as acusações. Islamabad afirma que, se a Índia apresentar provas concretas, tomará medidas contra todos os militantes envolvidos.A respeito da prisão, a Índia ainda está esperando para ver. O ministro das relações exteriores indiano, Jaswant Singh, descreveu a ação como ?um passo à frente na direção correta?, mas acrescentou que são necessárias mais ações nesse sentido. ?Queremos que o Paquistão persiga os terroristas até que eles sejam eliminados?.O porta-voz do governo paquistanês, general Rashid Quereshi, disse hoje que a prisão de Saeed não teve relações com a pressão da Índia. Na semana passada, o líder do Jaish-e-Mohammad, Maulana Masood Azhar. Também foram presos 22 seguidores dos dois grupos.

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