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Paquistão prende suspeito de participação na morte de Benazir

Adolescente teria admitido envolvimento e dito à polícia que assassinato foi ordenado por Baitullah Mehsud

Associated Press ,

19 de janeiro de 2008 | 11h26

Autoridades de segurança do Paquistão anunciaram neste sábado, 19, a prisão de um adolescente suspeito de envolvimento no assassinato da ex-premiê Benazir Bhutto no mês passado.   Veja também: A trajetória de Benazir Bhutto    Aitezaz Shah, 15 anos, disse aos investigadores ter participado de um grupo de extermínio composto por cinco homens na cidade de Rawalpindi, onde Bhutto foi morta, segundo um oficial da inteligência do país, que não quis se identificar.   No entanto, um porta-voz do governo disse não poder confirmar as informações. Jawed Iqbal Cheema, representando do Ministério do Interior afirmou que não tinha informações sobre quaisquer prisões na área ou sobre novidades no caso de Bhutto.   Segundo o oficial da inteligência, Shah disse aos investigadores que o grupo de assassinos foi enviado por Baitullah Mehsud, um líder militante da região do Waziristão e que possui fortes ligações com a Al-Qaeda e uma aliança com o Taleban no Afeganistão.   Bhutto morreu no fim de dezembro quando um membro do grupo, que Shah identificou como Bilal, atirou contra ela e detonou sua roupa de explosivos enquanto a ex-premiê deixava uma campanha em Rawalpindi. As explosões mataram pelo menos outras 20 pessoas e feriram mais dezenas.   Um policial de Dera Ismail Khan, cidade a 280 quilômetros de Islamabad, confirmou a prisão de Shah e afirmou que o suspeito havia feito uma "revelação sensacional".   Em Washington, oficiais da inteligência norte-americana concluíram que Mehsud, que coordena uma rede de grupos armados na região ao longo da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, organizou o ataque a Bhutto como parte de uma campanha de assassinatos de autoridades paquistanesas e ataques suicidas no país.   Shah foi preso na quinta-feira em Dera Ismail Khan com outro militante, identificado como Sher Zaman, de acordo com os oficiais.   O funcionário da inteligência do Paquistão disse que Shah contou aos investigadores que deveria realizar um ataque suicida em uma mesquita xiita neste domingo, durante a cerimônia de Ashura, e que Zaman iria fornecer a roupa explosiva.   Shah identificou o homem que ajudou o grupo Bilal no ataque a Bhutto como Ikram. Militantes islâmicos costumam utilizar nomes falsos para esconder suas identidades.   Insurgentes   O Exército do Paquistão assegurou também neste sábado que capturou cerca de 50 insurgentes no cinto tribal paquistanês, entre eles alguns "líderes" talebans, e que suas tropas "limparam" de islamitas uma região próxima ao forte militar que os fundamentalistas tinham tomado no último dia 15.   Segundo um comunicado militar, 40 insurgentes foram detidos em uma operação em Chaghmalai, na região tribal do Waziristão do Sul, nas proximidades do Afeganistão, onde cerca de 40 islamitas e sete militares tinham morrido nos duros combates que precederam à tomada do forte de Sararogha. O Exército disse ainda que recuperou os corpos de dez talebans paquistaneses e assegurou que a região já está "limpa" de militantes islâmicos. No distrito vizinho de Tank, outros dez islamitas foram capturados, entre eles alguns "importantes líderes" que armazenavam armamento.   (com Efe)

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