Paquistão proíbe EUA de combater extremistas islâmicos no país

Governo paquistanês responde matéria do NYT que afirma que Washington estuda o envio de forças militares

Agências internacionais,

06 de janeiro de 2008 | 13h33

O Paquistão reiterou neste domingo, 6, que não permitirá que forças americanas persigam extremistas em território paquistanês, depois de que um jornal americano indicou que Washington analisa a possibilidade de expandir suas operações militares e de inteligência nas regiões tribais paquistanesas.   A chancelaria americana afirmou que a reportagem do jornal The New York Times é "especulativa". O texto cita que altos funcionários da segurança do presidente americano, George W. Bush, analisaram uma proposta para enviar soldados para combater extremistas islâmicos na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.   "Nada será permitido aqui", disse o general paquistanês Wahid Arshad, principal porta-voz do Exército. "O governo já afirmou uma infinidade de vezes", "não se permitirá que nenhuma força estrangeira opere dentro do Paquistão".   Os principais assessores de Bush nas questões de segurança, incluindo o vice-presidente Dick Cheney e a secretária de Estado americano Condoleezza Rice, analisaram a possibilidade de ampliar a autoridade da CIA e do Exército para que fossem "realizadas operações encobertas porém mais agressivas nas zonas tribais do Paquistão", apontou o NYT.   Informes recentes indicam que a rede Al-Qaeda e o Taleban estão "intensificando seus esforços" para desestabilizar o governo paquistanês, acrescenta o jornal, afirmando que a possibilidade é parte da avaliação da estratégia dos EUA após o assassinato da ex-premiê Benazir Bhutto, política de tendência moderada com boas relações com Washington. A líder assassinada no último dia 27 de dezembro tinha se comprometido a combater os extremistas islâmicos caso fosse eleita nas próximas eleições parlamentares no país.

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