Paquistão promete eleições e presidente diz que deixará Exército

O Paquistão vai realizar eleiçõesgerais em meados de janeiro, e as assembléias nacional eregionais serão dissolvidas em dez dias, afirmou à Reuters osecretário da Justiça paquistanês, Malik Abdul Qayyum. "Foi decidido que não haverá nenhum atraso na eleição e em15 de novembro estas assembléias serão dissolvidas, e a eleiçãoserá realizada nos próximos 60 dias", disse Qayyum à Reuters. Aliados ocidentais do Paquistão buscavam garantias de queas eleições seriam realizadas em janeiro, como previsto, mesmodepois de o presidente Pervez Musharraf ter decretado estado deemergência no sábado. O presidente disse nesta segunda-feira que está determinadoa abandonar seu cargo como chefe do Exército e tornar-se umpresidente civil, após crescente pressão dos Estados Unidos. "Estou determinado a executar totalmente este terceiroestágio de transição, e estou determinado a remover meuuniforme uma vez que corrigirmos estes pilares no Judiciário,no Executivo e no Parlamento", disse o presidente a diplomatasestrangeiros, em comentários transmitidos pela estatal PakistanTelevision. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu maiscedo a Musharraf a libertação das centenas de pessoas detidassob o estado de emergência, afirmou a Casa Branca. O primeiro-ministro paquistanês, Shaukat Aziz, afirmou queé necessário ainda a conclusão de casos importantes pendentesna Suprema Corte, incluindo a própria reeleição de Musharraf nomês passado por parte do Parlamento, enquanto ele ainda erachefe do Exército. "Não queremos alterar o processo eleitoral. Queremos umaeleição livre", destacou Aziz. É esperado que a eleição marque uma transição para umademocracia civil. Muitos paquistaneses acreditam que o principal motivo deMusharraf declarar estado de emergência foi para evitar apossibilidade da Judiciário invalidar sua vitória eleitoral de6 de outubro. Vários juízes, incluindo o presidente do Judiciário,Iftikhar Chaudhry, estão em prisão domiciliar após teremcriticado o estado de emergência. Um movimento de advogados lançou protestos contra o governonesta segunda-feira. Centenas de pessoas foram detidas pelapolícia após violentos confrontos nas principais cidades doPaquistão. REUTERS FE

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