Paquistão propõe diálogo à Índia

O primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vajpayee, rechaçou uma oferta de diálogo feita hoje pelo presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, durante uma reunião de líderes do Sul da Ásia no Nepal. Musharraf afirmou que estava preparado para "estender a mão da amizade genuína e sincera" à Índia. Logo em seguida, o líder do Paquistão cumpriu literalmente o prometido: dirigiu-se a Vajpayee e apertou sua mão - um gesto ao qual o líder do país vizinho respondeu com um sorriso. Mais tarde, em seu discurso na reunião de cúpula, Vajpayee convocou Musharraf a transformar sua proposta em ação e acabar com o que chamou de "violência sem sentido" que vem sendo perpetrada por terroristas em solo indiano. "O terrorismo tem que ser atacado de maneira global e abrangente", disse o premier. "A comunidade internacional concordou que nenhum país permitirá que seu território seja usado ativa ou passivamente para financiar, abrigar, armar ou treinar grupos terroristas." Depois de pronunciar seu discurso, Vajpayee ignorou Musharraf ao passar por ele sem olhá-lo nem oferecer a mão. A tensão crescente entre Índia e Paquistão foi o centro das discussões, em Katmandu, dos sete países que formam a Associação do Sul da Ásia para a Cooperação Regional (SAARC). A atual disputa entre os dois vizinhos foi desencadeada pelo atentado suicida no Parlamento da Índia, em 13 de dezembro, atribuído por Nova Délhi a militantes baseados no Paquistão. Na fronteira comum de 1.800 quilômetros, as "forças indianas continuam em estado de alerta", disse o chanceler indiano, Jaswant Singh, depois de uma reunião em Katmandu. Durante seu discurso aos líderes da região, Musharraf afirmou que a paz entre Índia e Paquistão - ambas nações dotadas de arsenal nuclear - era crucial para a segurança no sul da Ásia.

Agencia Estado,

05 Janeiro 2002 | 11h50

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