Paquistão protesta contra ataques com mísseis dos EUA

Governo paquistanês convoca embaixadora para pedir fim imediato dos lançamentos contra o território do país

Agência Estado e Associated Press,

29 de outubro de 2008 | 09h40

O governo do Paquistão convocou a embaixadora dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 29, e pediu o fim imediato dos ataques com mísseis no território paquistanês. As operações atribuídas aos norte-americanos ocorrem no noroeste do país, perto da fronteira com o Afeganistão. Os ataques com mísseis mataram pelo menos dois importantes membros da Al-Qaeda no Paquistão neste ano, pressionando os extremistas acusados de planejar ataques contra tropas afegãs e estrangeiras no território afegão. Porém o aumento do número de operações desse tipo estremeceu a aliança de sete anos entre EUA e Paquistão. O governo local argumenta que os ataques pioram ainda mais a já combalida economia local e são uma violação à soberania paquistanesa. O Ministério das Relações Exteriores paquistanês afirmou que houve um "forte protesto" diante da embaixadora dos EUA, Anne Patterson. Segundo o comunicado do ministério, os ataques "devem ser interrompidos imediatamente", também por atrapalhar o apoio da população às políticas de contraterrorismo do governo. A embaixada dos EUA ainda não havia comentado o encontro. Militares norte-americanos reclamam que os paquistaneses não fazem o suficiente para combater os rebeldes no país. Islamabad nega e diz que ampliou os esforços nesse sentido. Houve pelo menos 15 ataques com mísseis em território paquistanês desde agosto. Os Estados Unidos não costumam comentar essas operações, nem mesmo negando ou assumindo sua autoria.

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