Paquistão quer amplo diálogo de paz com a Índia

O Paquistão quer retomar as negociações de paz com a Índia, mas insiste em que o diálogo seja amplo e inclua todas as divergências entre os dois vizinhos e rivais nucleares, entre elas a disputa pela Caxemira, disse hoje, em Islamabad, Abdul Basit, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país. Ele esclareceu que Islamabad ainda não respondeu formalmente à oferta de retomada das negociações de paz feita na semana passada por Nova Délhi.

AE-AP, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 12h52

A Índia propôs uma reunião entre os secretários de Exterior dos dois países. A oferta indiana foi feita pouco mais de um ano depois da interrupção do diálogo, em novembro de 2008, depois do atentado no qual 166 morreram em Mumbai. Nova Délhi atribuiu a ação extremista a militantes islâmicos estabelecidos no Paquistão.

Ao propor a retomada do diálogo, a Índia não ofereceu detalhes, mas sugeriu que um dos principais pontos a serem debatidos será o combate ao extremismo. Hoje, Basit reiterou que Islamabad deseja o chamado "diálogo composto", existente antes do ataque a Mumbai, e que esteja inclusa a questão da soberania da Caxemira.

Iniciado em 2004, o diálogo de paz não solucionou a disputa pela região himalaia. A Caxemira é dividida entre a Índia e o Paquistão. Tanto Nova Délhi quanto Islamabad reivindicam o território em sua totalidade. Desde meados do século passado, quando se tornaram independentes da Inglaterra, Índia e Paquistão travaram três guerras, duas delas por causa da Caxemira.

Mais de uma dúzia de grupos de rebeldes islâmicos têm lutado contra as forças da segurança na Caxemira indiana desde 1989. E já morreram no conflito mais de 68 mil pessoas, a maioria civis. Os rebeldes lutam pela independência da Caxemira ou por sua anexação ao Paquistão.

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