Paquistão quer processar americanos por terrorismo

A polícia paquistanesa pedirá a um tribunal que condene à prisão perpétua cinco norte-americanos presos neste mês no país sob acusação de planejar atentados terroristas, disse uma autoridade na quinta-feira.

KAMRAN HAIDER, REUTERS

31 de dezembro de 2009 | 12h24

Os jovens da Virgínia são acusados de estabelecer contato com grupos militantes pela internet para travar uma "guerra santa". As autoridades paquistanesas dizem que o Taliban planejava usá-los para realizar ataques dentro do Paquistão, cujo governo é aliado dos EUA.

"Uma equipe conjunta de investigação concluiu seu inquérito, e vamos apresentar (os suspeitos) a uma corte em 4 de janeiro para solicitar sentenças de prisão perpétua sob as leis antiterrorismo", disse Usman Anwar, chefe de polícia de Sargodha, onde os homens foram presos.

"Vamos provar na corte que sua meta era simplesmente espalhar o terrorismo sob o manto da jihad e, para isso, eles estavam em contato com o Taliban e com outros militantes árabes em áreas tribais."

As regiões paquistanesas da etnia pashtun, na fronteira com o Afeganistão, são conhecidos refúgios de militantes da Al Qaeda e Taliban que fogem da ocupação norte-americana em território afegão.

Washington pressiona Islamabad a combater os militantes no lado paquistanês.

Emails mostraram que os norte-americanos tinham planos de viajar até uma usina nuclear paquistanesa, segundo a polícia.

O caso mostra como é fácil para qualquer um tentar realizar o sonho de entrar para a luta militante por meio de canais informáticos, o que é uma realidade preocupante para o Paquistão.

Os rapazes --dois deles de ascendência paquistanesa, e os demais de famílias egípcia, iemenita e eritreia-- foram detidos em Sargodha, 190 quilômetros a sudeste de Islamabad, onde há uma das maiores bases aéreas do país.

Alguns analistas dizem que o caso reflete também uma nova estratégia dos militantes para formarem redes pela internet e assim evitarem medidas mais rígidas de segurança.

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