Paquistão quer prolongar detenção de juízes opositores

Advogados e legisladores organizam protesto para pedir a libertação do ex-presidente da Suprema Corte

Efe,

31 de janeiro de 2008 | 11h14

O governo do Paquistão quer manter sob detenção advogados e juízes dissidentes, como o deposto presidente do Supremo, Iftikhar Chaudhry, apesar de terminar nesta sexta-feira, 1, o prazo legal máximo de prisão preventiva, de 90 dias. Advogados exigem a libertação do líder da Suprema Corte. Foto: AP Uma fonte da equipe legal do governo citada nesta quinta pelo jornal The News disse que três advogados sob prisão domiciliar serão libertados serão colocados novamente sob detenção em algumas horas ou no dia seguinte. Segundo a fonte, esta manobra será suficiente para superar a limitação prevista na Constituição, que estipula uma detenção preventiva 90 dias no máximo, exceto que um painel judicial determine que o detido é uma ameaça para a segurança pública. Nesta quinta, um protesto liderado por juízes e advogados paquistaneses exigiu a libertação de Chaudhry. Vários legisladores foram detidos em 3 de novembro de 2007, quando o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, declarou o estado de exceção no país. Musharraf, cuja reeleição como presidente estava à espera de uma decisão do Supremo, alegou que o Poder Judiciário interferia nos assuntos do Executivo e fez uma reforma no alto tribunal. O estado de exceção foi suspenso em meados de dezembro.

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.