Paquistão quer repatriar cientista condenada nos EUA

O Paquistão informou hoje que pedirá aos Estados Unidos a repatriação da cientista Aafia Siddiqui, de 38 anos, condenada a 86 anos de prisão por tentativa de homicídio. O caso causou protestos entre os paquistaneses. Em Karachi, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar uma multidão que lançava pedras no consulado dos EUA.

AE-AP, Agência Estado

24 de setembro de 2010 | 12h04

Considerada uma cientista brilhante, Aafia foi condenada por tentar matar um militar dos EUA no Afeganistão. "Nós usaremos todos os meios para trazê-la de volta. A doutora Aafia é a filha da nação. Nós lutamos por ela e vamos lutar politicamente para trazê-la de volta", disse o primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani ao Parlamento.

Aafia foi uma estudante exemplar do prestigioso Massachusetts Institute of Technology (MIT). Porém foi considerada culpada por agarrar um rifle em uma delegacia afegã, enquanto ela era interrogada em julho de 2008, e tentar atirar em um militar dos EUA. Os promotores dizem que ela disparou a arma, mas errou o alvo e acabou levando um tiro de um dos soldados norte-americanos presentes na delegacia.

Nas ruas de várias cidades do Paquistão manifestantes cantaram gritos contra os EUA e chegaram a queimar uma efígie do presidente Barack Obama. O ministro do Interior, Rehman Malik, disse que o país pedirá uma revisão da sentença, proferida ontem por uma corte de Nova York, por "razões humanitárias". O Parlamento paquistanês aprovou por unanimidade um pedido de repatriação da cientista. Com informações da Dow Jones.

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