Paquistão reabrirá rotas de suprimentos para Otan

O governo Obama disse nesta terça-feira que o Paquistão vai reabrir as linhas de suprimento para o Afeganistão, após os Estados Unidos terem emitido um pedido de desculpas tardio pela morte de 24 soldados paquistaneses em um ataque aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Os primeiros caminhões devem cruzar a fronteira na quarta-feira.

AE, Agência Estado

03 de julho de 2012 | 15h20

A Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, expressou condolências pelas mortes em uma conversa por telefone com o ministro de Relações Exteriores paquistanês Hina Rabbani Khar. O incidente prejudicou bastante as relações entre os dois países e forçou os EUA e seus aliados a mandar suprimentos por outras rotas, mais demoradas e caras.

"Sentimos muito pelas perdas sofridas pelo Exército paquistanês", afirmou Clinton em comunicado. "Ofereço nossas sinceras condolências para as famílias dos soldados paquistanês que perderam suas vidas."

As desculpas eram exigidas pelo Paquistão enquanto as rotas de suprimentos ficaram fechadas por sete meses. O pedido aconteceu ao mesmo tempo em que líderes civis e militares reuniram-se em Islamabad para discutir se reabririam ou não a fronteira com o Afeganistão para a Otan. O primeiro-ministro paquistanês, Raja Pervaiz Ashraf, afirmou, antes do início da reunião, que o bloqueio prejudica a relação do país com os EUA e os outros membros da coalizão.

Clinton afirmou que o ministro de Relações Exteriores avisou que um acordo foi alcançado. Ela disse também que o Paquistão não vai cobrar tarifas de trânsito, assunto também discutido pelos países, e que a medida ajuda na retirada gradual das tropa no Afeganistão.

"Esta é uma demonstração tangível de que o Paquistão apoia um Afeganistão, seguro, pacífico e próspero, e também nosso interesse mútuos na região", afirmou a secretária de Estado. "O acordo é extremamente importante para os homens e mulheres que estão lutando contra o terrorismo e extremismo no Afeganistão". As informações são da Associated Press.

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