Paquistão reafirma laços com a China

O presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, em visita oficial à China, disse que continua considerando este país como seu "amigo de confiança", apesar de estar desenvolvendo relações mais estreitas com os Estados Unidos. Em sua primeira visita à China desde que se comprometeu a apoiar a guerra liderada pelos EUA contra o terrorismo, Musharraf disse ao presidente chinês, Jiang Zemim, que o estreitamento das relações com Pequim era "a pedra de toque da política externa do Paquistão". "A China tem sido nosso amigo de confiança e nossa relação passou a prova do tempo", disse Musharraf. "Estamos convencidos de que essa associação estratégica e essa relação continuarão no futuro". A visita de Musharraf ocorre num momento em que Pequim conclama o Paquistão e a Índia a atuarem com moderação em meio às tensões provocadas pelo ataque ao parlamento indiano na semana passada. A Índia culpou pelo ataque o serviço de espionagem paquistanês e dois grupos armados com sede neste país. O Paquistão nega sua participação, e Musharraf poderia buscar o apoio chinês na disputa. "A China, como vizinha e amiga do Paquistão e da Índia, está gravemente preocupada com o desenvolvimento da situação", disse a porta-voz da chancelaria, Zhang Qiyue. A China fornece ao Paquistão armas e tecnologia militar e considera o país um importante contrapeso à Índia, com a qual manteve uma guerra fronteiriça em 1962. A agência de notícias oficial da China Xinhua disse que Jiang elogiou Musharraf pela atitude do Paquistão, sem, no entanto, mencionar a cooperação com os Estados Unidos na guerra no Afeganistão.

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