Paquistão reconhece ameaça de insurgentes, diz Hillary

O Paquistão começa a reconhecer a seriedade da ameaça representada pela insurgência extremista, que também ganha espaço em grandes áreas urbanas, disse hoje a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Falando a um subcomitê da Câmara dos Representantes, Hillary afirmou que a administração Barack Obama trabalha para convencer o governo do Paquistão a mudar o foco tradicional na Índia como uma ameaça, para lidar mais com os extremistas islâmicos.

AE-AP, Agencia Estado

23 de abril de 2009 | 12h28

"Mudar paradigmas e formas de pensar não é fácil, mas eu realmente acredito que há uma crescente percepção não só do governo paquistanês, mas do povo paquistanês, de que a insurgência chegar mais e mais perto de grandes cidades representa de fato uma ameaça", afirmou ela. Ontem, Hillary disse a outro comitê da Casa que o governo do Paquistão "basicamente está abdicando diante do Taleban e de extremistas".

Segundo Hillary, o enviado especial para Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke, já teve conversas "dolorosas, específicas", com um grande número de autoridades paquistanesas, alertando-as de que precisam ser mais efetivas no combate aos insurgentes. Hillary comparece hoje diante de um painel que revisa o pedido da administração de mais US$ 7,1 bilhões em dinheiro adicional, no orçamento deste ano do Departamento de Estado.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAPaquistãoHillary

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.