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Paquistão rejeita presença de tropas estrangeiras no país

O Paquistão não permitirá arealização de operações militares estrangeiras em seuterritório, disseram autoridades na segunda-feira, em respostaa rumores de que os Estados Unidos estariam cogitando isso. O jornal New York Times disse no domingo que o governo dosEUA estaria avaliando a ampliação da autoridade da CIA e dosmilitares para realizar operações secretas bem mais agressivasno Paquistão. As autoridades norte-americanas, segundo o jornal, estãopreocupadas com a desestabilização que a Al Qaeda e o Talibanpodem provocar no Paquistão. Mas o governo paquistanês e osmilitares desmentiram a reportagem e disseram que o país nãoautorizará tal ação. "A posição do Paquistão na guerra ao terrorismo está bemclara -- que qualquer ação em solo paquistanês só será adotadapor forças paquistanesas e agências paquistanesas desegurança", afirmou Mohammad Sadiq, porta-voz da chancelaria. "Nenhum outro país será autorizado a realizar operações noPaquistão. Isso foi decidido no mais alto escalão",acrescentou. O general Waheed Arshad, porta-voz das Forças Armadas,disse que a reportagem é infundada e que nenhuma operaçãomilitar dos EUA, seja secreta ou pública, foi autorizada. As turbulentas áreas tribais do oeste paquistanês servem derefúgio para militantes da Al Qaeda e do Taliban que fogem daocupação militar dos EUA no vizinho Afeganistão, iniciada nofinal de 2001. As forças paquistanesas perseguem os militantes desdeentão, mas a aliança entre Islamabad e Washington éextremamente impopular no Paquistão, mesmo entre muitas pessoasque não simpatizam com os militantes islâmicos. O Paquistão teme que uma presença militar estrangeira emseu território, ao longo da fronteira com o Afeganistão,provoque uma reação das tribos da etnia pashtun que vivem naárea. Fontes do governo do presidente George W. Bush disseram aoNew York Times que houve na sexta-feira uma reunião deautoridades nos EUA, incluindo o vice-presidente Dick Cheney ea secretária de Estado Condoleezza Rice, para discutir oassunto. De acordo com o Times, nenhuma decisão foi tomada.

ZEESHAN HAIDER, REUTERS

07 de janeiro de 2008 | 09h44

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