Paquistão se diz contra a guerra; Japão pede votos a favor

O Paquistão não apóia uma guerra no Iraque, afirmou hoje o primeiro-ministro Zafarullah Khan. Ele não detalhou se o Paquistão votará contra uma resolução apresentada pelos Estados Unidos dando ao presidente iraquiano Saddam Hussein até o dia 17 de março para se desarmar. O Paquistão é um membro não permanente do Conselho de Segurança e pode optar pela abstenção."Faremos o que é melhor para nosso país", adiantou ele, depois de uma sessão do Parlamento. "Não é o melhor para o nosso país apoiar uma guerra contra o Iraque".A maioria do parlamentares paquistaneses se opõe a qualquer ação militar contra o Iraque. Centenas de milhares de pessoas participaram, no domingo, de um protesto contra a guerra na cidade de Rawalpindi.O governo anunciou que Jamali falará em cadeia de rádio e televisão na noite de amanhã sobre a posição do Paquistão na crise iraquiana. O Paquistão tem sido um aliado-chave dos Estados Unidos em sua guerra contra o terrorismo no vizinho Afeganistão e em sua caça a Osama bin Laden.Japão pressionaO Japão vai pressionar membros indecisos do Conselho de Segurança da ONU a votar a favor da resolução apoiada pelos EUA. O primeiro-ministro Junichiro Koizumi disse que ligaria na noite de hoje aos líderes do Paquistão, Chile e México para pedir apoio ao ultimato para o Iraque se desarmar."A autoridade das Nações Unidas está em jogo", argumentou ele. "Em meio às tensões, não deveríamos dar uma mensagem errada ao Iraque".A ministra do Exterior Yoriko Kawaguchi, por seu lado, iria tentar convencer Angola, Guiné e Camarões a votar a favor da resolução.Oposição à guerra é normalmente grande no Japão, que adotou uma constituição renunciando ao uso da força em disputas internacionais depois da Segunda Guerra Mundial.Pesquisas mostram que cerca de 80% dos japoneses são contra uma guerra no Iraque.

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