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Paquistão se prepara para atentados, e ofensiva continua

Supostos militantes do Taliban mataram a tiros um general de brigada paquistanês e seu motorista na quinta-feira em Islamabad, enquanto os militares continuam sua ofensiva contra rebeldes islâmicos perto da fronteira com o Afeganistão.

AUGUSTINE ANTHONY, REUTERS

22 de outubro de 2009 | 09h03

Num sinal do nervosismo que campeia no país, a Bolsa local chegou a cair quase 3 por cento por causa dos rumores de que uma bomba havia sido encontrada e de que um tiroteio havia ocorrido num tribunal da capital, Islamabad.

O país continua em alerta por possíveis retaliações do Taliban à ofensiva militar contra os seus redutos no Waziristão do Sul.

O general Moin Haider, vítima do atentado de Islamabad, servia nas forças da ONU no Sudão, e estava na cidade passando férias. "Foi um ato de terrorismo", disse o porta-voz militar Athar Abbas. "O propósito era matar e virar notícia."

Haider, que tinha a patente de general de brigada, é o segundo oficial a ser morto em menos de duas semanas, depois de um ataque a um quartel-general do Exército em Rawalpindi.

O comerciante Naveed Haider disse ter visto um homem correndo, com o rosto coberto com um pano amarelo, e em seguida ouviu disparos.

"Um homem de moto esperava por ele na rua. Ele se sentou (na moto) e eles fugiram", disse a testemunha. A polícia disse que o motorista do general Haider também foi morto, e que um guarda-costas ficou ferido.

As forças paquistanesas iniciaram a ofensiva no sábado para retomar o controle do Waziristão do Sul. Nas semanas anteriores, os militantes abalaram o país com uma série de atentados suicidas e explosões, que mataram mais de 150 pessoas.

Analistas alertam que os militantes, encurralados em seus esconderijos, podem partir para mais atentados urbanos, na esperança de que a violência leve o governo e a população a abrirem mão da ofensiva.

Na terça-feira, dois militantes suicidas atacaram uma universidade islâmica em Islamabad, matando pelo menos quatro pessoas, e no dia seguinte o governo determinou que escolas e faculdades fechassem em todo o país.

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