Paquistão sofre com mais enchentes, ajuda supera US$800 milhões

Mais de 800 milhões de dólares foram destinados às vítimas das enchentes no Paquistão, disse o ministro das Relações Exteriores neste domingo. Enquanto isso, milhares de pessoas no sul do país temem que a destruição aumente.

ROBERT BIRSEL, REUTERS

22 de agosto de 2010 | 12h38

A cheia dos rios na província de Sindh ameaça causar mais destruição no país, uma catástrofe que já minou a popularidade do governo e pode ajudar militantes islâmicos a ganharem o apoio da população.

O ministro Shah Mehmood Qureshi agradeceu os 815,6 milhões de dólares em ajuda internacional destinados a aliviar o sofrimento da população depois de um dos piores desastres da história do Paquistão.

"Numa situação como essa, quando o Ocidente, a Europa e a América estão numa recessão, esse tipo de solidariedade pelo Paquistão eu acho muito encorajador," disse ele numa coletiva de imprensa em Islamabad.

A pior enchente das últimas décadas destruiu vilarejos, pontes e estradas, deixando mais de 4 milhões de desabrigados e gerando a preocupação de que militantes islâmicos possam explorar a miséria e o caos para angariar o apoio da população.

Saleh Farooqui, diretor-geral da autoridade de administração de desastres em Sindh, disse que as enchentes já atingiram quatro distritos, inclusive áreas urbanas, nas últimas 24 horas, forçando 200 mil pessoas a buscar refúgio em áreas mais altas, onde as águas não chegam.

"A região sul de Sindh é agora nosso foco. Já redirecionamos recursos de resgate para a área," disse ele.

Autoridades esperam que as águas recuem em todo o país nas próximas semanas.

Mas, quando isso acontecer, milhões de paquistaneses irão solicitar ao governo que rapidamente providencie casas e compense suas perdas.

O governo tem sido acusado de agir vagarosamente e organizações de caridade islâmicas --algumas suspeitas de estarem ligadas a organizações terroristas-- estão atuando rapidamente para ajudar a população paquistanesa, que já está frustrada com o histórico de seus líderes em relação à segurança, à pobreza e à falta de energia elétrica crônica.

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