Paquistão terá reforço na segurança para eleições

O porta-voz do principal organismo eleitoral do Paquistão, Khursheed Alam, informou nesta quinta-feira que as autoridades planejam um reforço de mais de 600 mil agentes de segurança para as eleições parlamentares que acontecem na próxima semana. O objetivo é evitar possíveis ataques do Taleban.

Agência Estado

02 de maio de 2013 | 08h17

Segundo Alam, esses números incluem policiais, forças paramilitares e 50 mil soldados que serão enviados para todas as partes do país para o pleito, marcado para 11 de maio.

Ele disse que a Comissão Eleitoral do Paquistão quer que entre 5 e 10 agentes de segurança atuem em cada sessão eleitoral. De acordo com o porta-voz, a Comissão vai abrir cerca de 73 mil sessões eleitorais no Paquistão, das quais 20 mil serão consideradas "sensíveis ou mais sensíveis".

As próximas eleições são históricas e marcarão a primeira transferência de poder entre governos democraticamente eleitos no país islâmico, onde ocorreram três golpes militares desde 1947.

Ataques com bombas e armas mataram mais de 60 pessoas em ataques diretos a políticos e a partidos políticos desde 11 de abril. A maioria deles foi assumida pelo Taleban, que considera a democracia "anti-islâmica" e um sistema de infieis.

A milícia elevou as ameaças diretas aos três maiores partidos do atual governo. O líder opositor Nawaz Sharif e o político opositor Imran Khan são os únicos líderes de partidos nacionais a participar de grandes comícios públicos.

Na terça-feira, o chefe do Exército, general Ashfaq Kayani disse que os Exército está determinado a assegurar a realização de uma eleição pacífica. "Nossa salvação reside na transformações do governo numa verdadeira plataforma de representação pública", disse ele. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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