Paquistão usou informações dos EUA em ataque a escola

O Exército do Paquistão fez uso de informações obtidas pelos serviços secretos dos Estados Unidos para promover uma operação militar que resultou na morte de pelo menos 80 pessoas em uma aldeia perto da fronteira com o Afeganistão, disse o porta-voz das forças armadas paquistanesas, general Shaukat Sultan.Apesar disso, prosseguiu ele, as forças americanas presentes no vizinho Afeganistão não foram responsáveis pelo disparo de nenhum dos mísseis. O ataque provocou a morte de cerca de 80 pessoas. O Exército paquistanês alega ter atacado um centro de treinamento de "terroristas". Moradores da aldeia bombardeada asseguram que apenas civis inocentes morreram no episódio, alunos e professores em sua maioria.Nesta terça-feira, cerca de 10.000 pessoas participaram de protestos contra os governos dos Estados Unidos e do Paquistão em Khar, uma cidade próxima de Chingai, a aldeia atacada na segunda-feira. Havia militantes armados entre os manifestantes.Em meio a gritos de "Deus é grande", os participantes juravam de morte os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e do Paquistão, general Pervez Musharraf."Qualquer um que seja amigo da América é um traidor", entoava a multidão. Diversos protestos estavam previstos para hoje no Paquistão para condenar o ataque a uma madraça de Chingai, perto da fronteira com o Afeganistão.Mais tarde, Sultan telefonou para a Associated Press para negar que tenha dito que informações fornecidas pelos Estados Unidos foram usadas no ataque. Ele recusou-se então a dizer se as informações foram repassadas por fontes externas.

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