Paquistão volta atrás e nega sobreviventes em desastre

A queda de um avião nas colinas que cercam a capital do Paquistão mataram todas as 152 pessoas que estavam a bordo. Informações iniciais do Ministério do Interior indicavam a existência de cinco sobreviventes, mas elas estavam incorretas, segundo afirmou Imtiaz Elahi, presidente da Autoridade de Desenvolvimento da Capital, órgão que trata de emergências e se reporta ao ministério. A embaixada dos Estados Unidos informou que dois cidadãos norte-americanos estão entre as vítimas, mas não forneceu maiores detalhes.

AE-AP, Agência Estado

28 de julho de 2010 | 10h33

"A situação no local da queda é muito triste", disse Elahi. "É uma grande tragédia e eu confirmo, com pesar, que não há sobreviventes." Imagens da televisão local mostram metais retorcidos em cima de árvores e espalhados pelo chão. O fogo era visível e a fumaça intensa. O Exército informou que está enviando tropas para ajudar nas buscas.

"O que eu vejo são apenas partes de corpos", disse Dawar Adnan, funcionário do Crescente Vermelho paquistanês. "Esta é uma cena horrível. Verificamos quase toda a área, mas não há possibilidade de encontrar sobreviventes." As equipes de resgate recuperaram 50 corpos das ferragens, afirmou o porta-voz da Autoridade de Desenvolvimento da Capital, Ramzan Sajid.

As causas do acidente ainda não estão claras, disse Pervez George, funcionário da aviação civil. "O avião estava para aterrissar no aeroporto de Islamabad quando perdeu contato com a torre de controle. Mais tarde, soubemos que o avião havia caído", contou ele, acrescentando que a aeronave era um Airbus 321 e que o número do voo era ED202.

O avião da empresa Airblue decolou às 7h45 (horário local) da cidade de Karachi, no sul do país, para um voo de duas horas até Islamabad e estava tentando aterrissar em meio a neblina e a chuva. A Airblue é uma empresa privada sediada em Karachi, a maior cidade do Paquistão.

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