Para 39% dos italianos, governo Prodi é frágil e dura pouco

Um estudo publicado nesta quarta-feira pelo jornal Corriere de la Sera afirma que 39% dos italianos acreditam que o governo do país é frágil e durará apenas alguns meses caso o primeiro-ministro do país, Romano Prodi, obtenha o voto de confiançado Senado.Entre os entrevistados, 40% desejam que Prodi continue governando o país, enquanto 34% dizem que preferem a realização de novas eleições e 22% pensam que a melhor opção é formar um governo técnico (responsável apenas pela administração até um novo pleito).Caso Prodi obtenha o voto de confiança das câmaras e volte a governar, 39% do eleitorado afirma que ele permanecerá no poder por poucos meses, 22% que ficará por um ou dois anos e 21% que ficará no Governo até o fim do mandato."Estes dados mostram uma elevada preocupação pública, incerteza e pessimismo com o futuro da liderança política no país", disse o pesquisador Renato Mannheimer. Prodi renunciou na semana passada, nove meses depois de vencer a eleição mais acirrada da história contemporânea do país, devido a uma rebelião de parte da sua bancada no Senado em uma questão de política externa. Em nove meses no cargo, Prodi várias vezes recorreu à tática do "apóie-me ou derrube-me", sempre com sucesso. Mas desta vez, ao renunciar, ele tornou mais concreta a perspectiva de retorno do conservador Berlusconi. Mas o presidente da República, Giorgio Napolitano, deu a Prodi uma segunda chance, e ele conseguiu novamente unir a coalizão, jogando com a cartada de que do contrário o conservador Silvio Berlusconi poderia voltar ao poder. O Senado decidirá nesta quarta-feira às 20h30 local (às 17h30 de Brasília) em votação se novamente outorga a confiança ao grupo de Prodi. Com o apoio de senadores vitalícios ("biônicos"), Prodi deve ganhar a votação da quarta-feira por 164-157 votos.Na próxima sexta acontece a mesma votação no Congresso, onde "Il professore", como Prodi é conhecido, não terá problemas para ganhar a confiança, já que conta com um grande maioria nesta Câmara.

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