Para a Argentina, golpe na Venezuela provoca "desânimo e dor"

O embaixador argentino na Organização dos Estados Americanos (OEA), Rodolfo Gil, manifestou hoje "desânimo e dor" pela derrubada do presidente Hugo Chávez na Venezuela. Em declarações a emissoras de rádio de Buenos Aires, o embaixador explicou que sente "o desânimo e a dor de ver que nosso subcontinente parece estar retrocedendo a épocas superadas"."Lamento voltar a ver militares em roupa de trabalho rodeando um senhor não eleito pelos cidadãos e depondo um presidente", disse Gil em alusão ao novo chefe de governo interino venezuelano, Pedro Carmona.O embaixador da Venezuela em Buenos Aires, Edmundo González Urrutia, disse que "agora todos os venezuelanos farão esforços para reconstruir o tecido institucional e, se o conseguirem, todos sairão ganhando".A embaixada venezuelana na capital argentina amanheceu hoje com a bandeira de seu país a meio mastro em sinal de luto pelas vítimas dos confrontos de ontem em Caracas.González Urrutia, um diplomata de carreira que está há três anos e meio à frente da representação de seu país em Buenos Aires, disse que a agitação popular de ontem na Venezuela foi "uma manifestação e expressão contundente da sociedade civil" contra Chávez.Os jornais da capital argentina dedicam várias páginas para informar sobre a situação venezuelana e publicaram grandes. As emissoras de rádio informaram fizeram entrevistas telefônicas com dirigentes políticos venezuelanos. Três canais noticiosos de televisão de Buenos Aires transmitiram durante toda a madrugada, trabalhando em parceria com os canais da Venezuela.Leia tudo sobre a crise na Venezuela

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