Para Ahmadinejad, Egito mostra que 'novo Oriente Médio' está surgindo

Irã diz que egípcios têm direito de escolher seu próprio governo; UE se diz preocupada

Estadão.com.br

11 de fevereiro de 2011 | 11h45

 

 

 

CAIRO - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta sexta-feira, 11, que a revolta popular no Egito mostra que um novo Oriente Médio está surgindo, sem a "interferência" dos Estados Unidos e Israel.

 

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"Apesar dos desígnios complicados e satânicos (do Ocidente), surge um novo Oriente Médio, sem o regime sionista nem a interferência norte-americana, um lugar onde não haverá espaço para as potências arrogantes", afirmou o presidente iraniano.

 

Durante as comemorações do 32º aniversário da Revolução Islâmica em Teerã, Ahmadinejad se dirigiu a partidários, dizendo que o povo egípcio tem todo o direito de viver em liberdade e escolher seu próprio governo.

 

Preocupação europeia

 

Autoridades da União Europeia expressaram sua preocupação com a atual crise no Egito e disseram que a situação pode sair do controle se o presidente Hosni Mubarak, não ceder às demandas dos manifestantes.

 

A chefe da Política Externa da UE, Catherine Ashton, disse que o último de discurso de Mubarak, no qual o presidente afirmava que permaneceria no governo, "não abria caminho para reformas mais rápidas e profundas", necessárias na "irreversível transição democrática" pela qual o país passa.

Segundo o presidente do Parlamento Europeu, a formação de novo governo é crucial para que as mudanças necessárias ocorram".

 

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Loekke Rasmussen, foi mais longe e disse nesta sexta que "Mubarak é história, Mubarak deve renunciar". Ele foi o primeiro líder da União Europeia a publicamente pedir para que Mubarak renuncie. Seu discurso de não-renúncia "foi um grande erro", disse.

 

Insatisfação americana

 

Após o discurso de Mubarak, o presidente dos EU, Barack Obama, expressou sua insatisfação com as medidas anunciadas pelo governante egípcio. "Ao povo egípcio foi dito que havia uma transição da autoridade, mas não ficou claro se esse processo é imediato, significativo ou suficiente", disse Obama.

 

Segundo Obama, "o futuro do Egito será determinado pelos egípcios. Mas os EUA acreditam que os direitos universais do povo devem ser respeitados, e suas aspirações devem ser atendidas. Acreditamos que a transição deve demonstrar mudanças políticas irreversíveis imediatamente."

 

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