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Para Alemanha, presidente bielo-russo se considera ditador

Após críticas de Berlim, Alexander Lukashenko disse que 'é melhor ser um ditador do que ser gay'

AE, Agência Estado

05 de março de 2012 | 16h28

BERLIM - O governo da Alemanha disse nesta segunda-feira, 5, que o comentário feito pelo presidente da Bielo-Rússia, Alexander Lukashenko, de que "é melhor ser um ditador do que ser gay", revela mais sobre o líder autoritário bielo-russo do que qualquer outra coisa.

 

O comentário de Lukashenko foi feito após o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, ter reclamado na semana passada sobre os abusos aos direitos humanos cometidos na Bielo-Rússia. O comentário do presidente bielo-russo, no poder desde a década de 1990, foi dirigido a Westerwelle, que é homossexual assumido.

 

Nesta segunda-feira, o porta-voz da chanceler da Alemanha Angela Merkel, Steffen Seibert, disse que foi revelador que Lukashenko não tenha negado o conteúdo da declaração de Westerwelle, quando atacou o ministro alemão. Seibert disse: "é interessante que até mesmo Lukashenko se veja agora como um ditador".

As informações são da Associated Press

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