Para autoridade da ONU, Hezbollah é responsável por morte de civis

O coordenador humanitário da ONU, Jan Egeland, acusou o grupo xiita Hezbollah de "se esconder covardemente" entre os civis libaneses, sendo a razão da morte de centenas de pessoas durante os combate entre os militantes e Israel, que já dura quase duas semanas.O grupo militante construiu fortes e túneis perto da fronteira com Israel para armazenar armamentos e militantes, mas a crítica de Egeland se deve ao fato de os militantes se camuflarem muito facilmente entre os civis.A edição eletrônica do jornal israelense Haaretz cita a autoridade da ONU, que concedeu uma coletiva de imprensa no aeroporto de Larnaca, no Chipre, após visitar o Líbano em sua missão para coordenar os esforços de ajuda internacional.Durante a coletiva de imprensa no aeroporto, Egeland disse aos repórteres que está "batalhando" por um corredor de ajuda humanitária dentro do Líbano. "Estou aqui para acabar com a crise humanitária", disse, após avisar que irá visitar Nahariya, localidade muito atingida pelos mísseis do Hezbollah.Pelo menos 600 mil libaneses fugiram de suas casas desde que o Hezbollah seqüestrou dois soldados do exército israelense no dia 12 de julho, e Israel respondeu com uma série de ataques, que deram inicio ao conflito, informou a Organização Mundial de Saúde. Já o ministro da Economia do Líbano diz que o número passa de 750 mil refugiados, quase 20% da população do país.Ajuda financeiraDurante sua visita ao Líbano, Egeland exigiu uma ajuda financeira urgente de US$ 150 milhões para garantir a sobrevivência dos refugiados libaneses nos próximos três meses.Segundo o coordenador da ONU, o primeiro grande comboio humanitário da organização está com sua partida de Beirute para a cidade de Tiro marcada para quarta-feira. Comboios similares estão agendados para a cada dois dias depois deste primeiro.Egeland disse que obteve uma "resposta positiva" das forças militares de Israel responsáveis pela coordenação dos carregamentos que saem de Beirute para as áreas atacadas por Israel.Mas o exército israelense informou que a abertura de tal corredor ainda não foi oficializada.Israel deu início à operação no Líbano depois que militantes do Hezbollah mataram três soldados e capturaram outros dois na fronteira entre os dois países, no dia 12 de julho. Desde então pelo menos 391 pessoas perderam suas vidas do lado libanês, incluindo 20 soldados e 11 militantes do Hezbollah, e outras 1.596 foram feridas durante a batalha, de acordo com autoridades libanesas.Já o total de mortos do lado israelense fica em 41, com 17 civis mortos por mísseis lançados pelo grupo extremista e 24 soldados mortos durante os combates.

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