Para BC chinês, é cedo para se falar em fim da crise

O presidente do Banco do Povo da China, Zhou Xiaochuan, afirmou ontem (28) que ainda não é possível dizer se a economia chinesa "chegou ao fundo do poço". Segundo ele, os indicadores econômicos de janeiro e fevereiro já sinalizaram que a economia começa a melhorar, mas uma inversão da tendência de desaceleração da atividade econômica dependerá do andamento da crise global.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

29 de março de 2009 | 13h06

Em meio à crise, a economia chinesa desacelerou seu crescimento em 2008 de dois dígitos para 9%. A previsão do governo chinês para este ano é de crescimento de 8%. O Banco Mundial, por sua vez, revisou recentemente sua estimativa para expansão menor, de 6,5%.

Zhou esquivou-se de comentar sobre a possível utilização dos Direitos Especiais de Saque do Fundo Monetário Internacional (FMI) como moeda de reserva internacional, conforme sugeriu em um ensaio divulgado no website do BC chinês na semana passada. Quando questionado sobre a possível utilização da moeda chinesa, o yuan, como moeda de reserva, Zhou disse haver ainda um longo caminho antes da substituição da moeda de reserva internacional. O presidente do banco central chinês participou ontem em Medellín, Colômbia, de um dos seminários realizados em paralelo à Assembleia Anual de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do qual a China participa pela primeira vez.

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