Para Brasil, volta de Zelaya à presidência é inegociável

Desde que zelaystas e governo de facto entraram em acordo, há uma semana, a ordem no governo brasileiro é "esperar para ver" o que ocorrerá em Honduras para, então, reavaliar sua política em relação ao país centro-americano. Discretamente, porém, o Itamaraty já considera que, caso o Congresso hondurenho decida não reconduzir o presidente deposto Manuel Zelaya ao poder, o Brasil não restabelecerá relações com Tegucigalpa e, mais importante, não reconhecerá o resultado das eleições marcadas para o dia 29.

AE, Agencia Estado

05 Novembro 2009 | 08h45

"Sempre dissemos que não reconheceríamos essa votação sem a volta de Zelaya", disse um alto funcionário brasileiro envolvido com a questão hondurenha. Ele argumenta que a resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) que suspendeu Honduras da entidade em julho exige, de maneira incondicional, a restituição do presidente deposto. "A reposição de Zelaya é uma precondição para revogar a suspensão de Honduras, segundo os próprios princípios que levaram os países da região a um acordo", disse.

A posição do País foi confirmada por outro diplomata brasileiro. "Mas ainda é cedo. Devemos antes acompanhar o que ocorrerá no Congresso hondurenho", explicou. Em entrevista à rede de TV norte-americana CNN, na noite de terça-feira, o secretário-assistente para Assuntos Hemisféricos dos Estados Unidos, Thomas Shannon, afirmou que a "possível" restituição de Zelaya pelo Congresso e o reconhecimento internacional das eleições do dia 29 não estão relacionados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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