Para Bush é "inaceitável" que Irã promova violência no Iraque

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou nesta terça-feira que é "inaceitável" qualquer tentativa do Irã de promover a violência sectária no Iraque ou de proporcionar material para a fabricação de bombas que possam ser usadas contra os soldados americanos. Bush disse que "há alguns meses" autorizou pessoalmente seu embaixador no Iraque, Zalmay Khalilzad, a falar com um representante do Irã em Bagdá. Washington e Teerã expressaram sua vontade de manter conversas sobre a segurança do Iraque, embora os dois países tenham destacado que o diálogo se restringirá apenas a esse assunto e não será abordado o conflito em torno do programa nuclear iraniano. Bush afirmou que, se tiver acesso a armas nucleares, o Irã "pode chantagear o mundo", e garantiu que os Estados Unidos não tolerarão que isso aconteça. "Este é um país que se afasta dos acordos internacionais", acrescentou. O Irã afirma que seu programa nuclear tem como objetivo produzir eletricidade, enquanto os Estados Unidos acreditam que a meta de Teerã é militar. Apesar destas advertências, Bush não mencionou em momento algum a possibilidade de uma opção militar para lidar com o Irã, mas insistiu na via diplomática. "A UE-3 (Alemanha, França e Reino Unido) liderará nossas negociações com o Irã sobre armas nucleares e isso é importante porque os iranianos devem ouvir que há uma voz unificada (do mundo) sobre seus planos nucleares", disse. Essa voz deve dizer que os iranianos "não devem ter a capacidade de fabricar uma bomba nuclear e/ou ter o conhecimento de como fazer uma bomba nuclear, pelo bem da segurança do mundo", afirmou Bush. O presidente afirmou que a tarefa dos EUA é assegurar que "a vontade internacional continue forte e unida para poder resolver este tema de forma diplomática". Em sua segunda entrevista coletiva formal de 2006, o presidente analisou a situação no Iraque e destacou o bom desempenho da economia americana. A coletiva de imprensa coincide com o terceiro aniversário do começo da Guerra do Iraque e é concedida em um momento em que a popularidade de Bush atravessa o nível mais baixo de seu mandato.

Agencia Estado,

21 Março 2006 | 16h21

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