REUTERS/Social Media
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Para Cameron, vídeo do Estado Islâmico deve ser tratado como propaganda

Primeiro-ministro britânico afirmou que as imagens refletem o desespero do grupo jihadista diantes das derrotas sofridas recentemente

O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2016 | 15h55

LONDRES - Um vídeo do Estado Islâmico que mostra um menino e um militante mais velho mascarado falando com sotaque britânico é uma ferramenta de propaganda que serve como um lembrete das barbaridades do grupo, disse uma porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, nesta segunda-feira, 4.

O vídeo, que não foi verificado de modo independente, mostra o assassinato de cinco homens acusados de espionar para o Ocidente, enquanto o homem mascarado afirma que o Estado Islâmico um dia invadirá a Grã-Bretanha.

“Estamos examinando o conteúdo do vídeo e o primeiro-ministro está sendo atualizado sobre isso”, disse a porta-voz do premiê britânico a jornalistas. “Isso serve como um lembrete da barbaridade do Daesh e sobre o que o mundo enfrenta com esses terroristas; é também uma clara ferramenta de propaganda e deve ser tratada como tal”, disse a porta-voz, referindo-se ao Estado Islâmico por um de seus acrônimos em árabe.

David Cameron afirmou que o vídeo reflete o desespero do grupo diante dos reveses sofridos recentemente. "É o desespero de uma organização que comete os atos mais desprezíveis e horríveis contra as pessoas", afirmou. "É uma organização que está perdendo terreno", acrescentou.

O grupo extremista ameaçou a Grã-Bretanha em um novo vídeo divulgado no domingo, em que mostra a execução de cinco supostos espiões. Ele começa com a confissão diante da câmera de cinco homens que se dizem originários de Raqqa, a "capital" de fato do Estado Islâmico na Síria.

"Esta é uma mensagem para David Cameron", diz um jihadista em inglês. "É surpreendente ouvir um líder insignificante como você desafiar o poder do Estado Islâmico", acrescenta. A Grã-Bretanha, que bombardeia posições do grupo jihadista no Iraque, realiza desde dezembro ataques aéreos na Síria.

"Vamos continuar com a Jihad, atravessar fronteiras e, um dia, invadiremos seu território, onde vamos governar segundo a Sharia" (lei islâmica), afirma o extremista. "Para todos aqueles que quiserem continuar a lutar sob a bandeira de Cameron: acham realmente que seu governo vai se preocupar com vocês quando caírem em nossas mãos? Vejam como eles abandonaram esses espiões e aqueles que vieram antes deles", afirma, apontando para os reféns ajoelhados.

Ao final do discurso, os cinco homens são executados com uma bala na cabeça. /REUTERS e AFP

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