Para chanceler de Chávez, mídia é 'fator conspirador'

O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou meios de comunicação privados do país de "dar proteção" à imagem do candidato da oposição nas eleições presidenciais do dia 7, Henrique Capriles, apresentando-o como "um garoto que não comete erros". Com isso, segundo ele, a mídia cria a "falsa realidade" de que ele terá uma vitória arrasadora na eleição e abre a possibilidade de denunciar fraude na eleição.

CARACAS, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h02

"A grande vacina contra a violência (referindo-se à reação às eventuais denúncias de fraude após a votação) é uma vitória de Hugo Chávez (presidente venezuelano candidato à reeleição) que supere os 63% ou 65% dos votos", disse Maduro. "Isso enviaria uma mensagem clara a todos os fatores conspiradores."

A maioria das pesquisas de intenção de voto mostra Chávez na liderança. No entanto, Capriles assegura ter sondagens próprias que dão a ele a condição de favorito.

O relacionamento entre Chávez e os meios de comunicação da Venezuela é tenso desde a chegada dele ao poder, em 1998, mas deteriorou de vez em 2006, quando seu governo se recusou a renovar a concessão da emissora mais popular do país, a RCTV.

Na esteira de uma reforma das leis que regulamentam os meios de comunicação, Chávez cancelou a licença de dezenas de estações de rádio, criou uma rede de emissoras estatais e comunitárias e mantém sob assédio fiscal o canal de TV Globovisión. / EFE

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