Maxim Shemetov/Reuters
Maxim Shemetov/Reuters

Para combater coronavírus, Putin declara abril mês de descanso com salário

Presidente já havia decretado como feriado os dias úteis desta semana, de segunda à sexta-feira, e agora optou pela prorrogação do decreto

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2020 | 15h04

MOSCOU - O presidente russo, Vladimir Putin, declarou nesta quinta-feira, 2, que os russos devem se abster de trabalhar durante todo o mês de abril, declarado como período de descanso obrigatório com direito a salário, para combater o coronavírus.

Putin já havia decretado como feriado os dias úteis desta semana, de segunda à sexta-feira, e agora optou pela prorrogação do decreto. "Decidi estender o período de dias sem trabalho até 30 de abril", declarou Putin em um discurso, no qual explicou que cada região pode decidir qual tipo de confinamento é o mais adequado.

"A ameaça persiste. Os virologistas estimam que o pico da epidemia não foi atingido no mundo nem em nosso país", afirmou o presidente em seu segundo pronunciamento em uma semana sobre esse assunto.

Putin explicou que essa medida deveria permitir "ganhar tempo" diante da epidemia. No país, foram registrados 3.548 infectados pelo coronavírus e 30 mortos.  

Anteriormente, o governo russo já havia anunciado que apresentaria medidas de apoio financeiro às empresas, para que pudessem manter os pagamentos de salários.

Dependendo da situação local, cada região russa poderá determinar como poderão trabalhar o comércio de alimentos, farmácias, empresas que vendem outros produtos essenciais, além dos serviços médicos. 

 

O presidente pediu novamente à população que demonstre um comportamento "responsável" e siga "as diretrizes das autoridades".

"Por enquanto, conseguimos proteger desta grave ameaça os mais velhos, impedir surtos da doença em creches, escolas, universidades e outros centros de ensino", completou o líder.

De acordo com os últimos dados, Moscou é a região mais afetada pela pandemia, com 2.475 infectados, além de 19 das 30 mortes registradas em todo o país. / AFP e EFE

 

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