Para combater corrupção China proíbe livros feitos de ouro

Uma nova lei da Administração Geral deImprensa e Publicações chinesa proíbe a venda de livros com páginas feitas de ouro ou prata, que costumavam ser utilizados para subornar altos funcionários e empresários, segundo informa nesta quarta-feira a agência oficial de notícias Xinhua. O custo desses livros oscila entre US$ 750 e 2,5 mil (600 a 2 mil euros). Normalmente, são biografias de personagens famosos, coleções de caligrafias chinesas, sutras (livros sagrados budistas) ou coletâneas de artigos políticos. A prática de oferecer presentes para obter a favores de políticos ou empresários já havia sido denunciada em março numa sessão da Assembléia Nacional Popular, em que vários deputados pediram sua proibição. "São uma mostra da tendência ao consumismo", disse à Xinhua o líder político Chen Shuyu, da Conferência Consultiva Política do PovoChinês (CCPPCh), principal órgão assessor do governo comunista.

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