Para combater corrupção, China reduzirá celebrações e carros oficiais

Segundo dados oficiais, entre 2003 e 2008, 881 mil funcionários foram penalizados por casos de corrupção, subornos e outras infrações disciplinares

Efe,

29 de dezembro de 2010 | 04h26

O governo chinês anunciou que a partir de 2011 iniciará uma nova campanha para combater a corrupção, que se centrará na redução de carros oficiais e celebrações.

Segundo a imprensa oficial divulgou nesta quarta-feira, 29, Pequim evitará "excessivos fóruns, celebrações e seminários" organizados pelo país, que se transformaram em uma nova forma de corrupção.

"Muitos grandes eventos que são realizados, a maioria deles de pouca importância, utilizam direta ou indiretamente fundos governamentais", afirmou Zhi Jijia, professor da Academia Chinesa de governo.

Para o regime comunista, estas celebrações, assim como o exagero de veículos oficiais, produzem rejeição entre a população chinesa.

Neste sentido, o Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCCh) assegurou que "apesar do destacado sucesso em promover um governo limpo este ano, a campanha anticorrupção ainda enfrenta grandes desafios".

Pequim considera que o alto índice de corrupção do país, especialmente em nível de governos locais, é uma das principais causas de descontentamento da opinião pública, e por isso a luta contra estes delitos é um dos objetivos primordiais de sua política interna.

Por isso, a justiça do país emite com frequência sentenças exemplares deste tipo contra altos cargos declarados corruptos, enquanto o governo central empreende periodicamente campanhas de averiguação de seus líderes, normalmente em nível regional e local.

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