Para Cristina Kirchner, golpe em Honduras é 'barbárie'

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, classificou a situação política de Honduras como uma "barbárie" e defendeu a imediata restituição do presidente Manuel Zelaya ao cargo. "Estou sumamente preocupada pela situação de Honduras", afirmou ao votar hoje nas eleições argentinas. Cristina disse estar em contato com o chanceler Jorge Taiana, que, por sua vez, mantém contato com os chanceleres dos demais países americanos, para que reclame diante da Organização dos Estados Americanos (OEA) o respeito à carta democrática desse organismo. "Acabam de sequestrar o presidente constitucional num ato que nos remonta à pior barbárie dos países da América Latina", disse Cristina.

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

28 de junho de 2009 | 15h19

Embora Honduras não faça parte da Unasul, a presidente da Argentina afirmou que vai motivar uma reunião do organismos e exigir da OEA o cumprimento incondicional do preceito democrático e a restituição do presidente de Honduras. "O golpe militar de Honduras é um momento muito sombrio que recorda os piores momentos dos latino-americanos", disse Cristina, em referência aos inúmeros golpes que os países da região já sofreram.

A comunidade internacional, segundo ela, tem de exigir garantias para a vida do presidente de Honduras e sua restituição ao cargo. "É muito importante o respeito à democracia, sobretudo em um dia como o de hoje, onde os cidadãos estão exercendo o direito democrático, que é a maneira que deve comportar-se a sociedade", disse a presidente, fazendo uma referência às eleições parlamentares que a Argentina realiza hoje.

As declarações da presidente argentina foram concedidas em rápida entrevista coletiva, logo depois de votar. Cristina votou na cidade de Río Gallegos, Província de Santa Cruz, onde nasceu seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, candidato a deputado pela Província de Buenos Aires, e onde ambos começaram a carreira política. Cristina chegou sorridente à sua sessão eleitoral e perdeu vários minutos procurando o documento de identidade na carteira que tirou de dentro de uma elegante bolsa. Exibindo simpatia, Cristina cumprimentou os eleitores, posou para fotos e autografou uma foto sua.

Além disso, beijou todos os mesários e uma criança que se aproximou, contrariando as recomendações do Ministério de Saúde, de evitar os apertos de mão e beijos por causa da gripe suína. Cristina repetiu o discurso de que as eleições de hoje são um plebiscito da administração Kirchner. "Todos os argentinos estamos decidindo entre dois modelos, e o mais importante é que se consolida um modelo de trabalho e estabilidade", disse.

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