Para diplomata, correção de rota é bem-vinda

O diplomata Roberto Abdenur declarou ontem ao Estado ter recebido com "satisfação e otimismo" a notícia sobre o voto brasileiro no Conselho de Direitos Humanos da ONU. "Já havia indícios de que o governo tomaria essa posição (de votar contrariamente ao interesse do Irã), mas não estávamos totalmente seguros de que isso se concretizaria", afirmou o diplomata. "Não acredito que esse tenha sido um fato isolado. Quero crer que a atual administração tenha tomado distância da diplomacia equivocada do governo anterior."

Roberto Lameirinhas, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2011 | 00h00

Ex-embaixador nos EUA, China e Alemanha - entre outros países -, Abdenur avalia que a posição do Itamaraty durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva "dissociou o Brasil de países que valorizam os direitos humanos". "A irmandade com (o presidente do Irã) Mahmoud Ahmadinejad, por intermédio da própria figura presidencial, foi um grave erro de política externa."

"Desde os primeiros movimentos do governo Dilma Rousseff, ficou claro que a única divergência fundamental entre ela e seu antecessor era justamente a questão dos direitos humanos. E os preceitos a respeito desse tema estão explícitos no Artigo 4 de nossa Constituição", concluiu.

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