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Para Economist, Bush ´saiu na frente´ de Chávez na AL

O presidente americano, George W. Bush, se saiu melhor no duelo com o venezuelano Hugo Chávez por apoio na América Latina, na avaliação da revista britânica The Economist. Para a revista, apesar dos esforços de Chávez para provar o contrário, o giro de Bush pelo Brasil e outros quatro países latino-americanos na semana passada mostrou que ele conta com aliados na região "mesmo entre governos com inclinações de esquerda"."Isso acontece não porque os Estados Unidos sejam o maior benfeitor, mas porque, hoje em dia, os seus planos para a América Latina são menos imperialistas do que os de Chávez", afirma a Economist.Embora Bush não tivesse muito o que oferecer, diz o texto intitulado "Cautelosas boas-vindas para o gringo", ele "saiu na frente" na disputa porque tinha vários objetivos na visita, ao contrário de Chávez, que, para a Economist, tinha apenas um: "forjar um bloco antiamericano sob a sua liderança"."Chávez está gastando mais e prometendo mais do que Bush", afirma a revista, acrescentando que, no entanto, a maior parte dos seus vizinhos não só não se empolga com a sua liderança, como não está disposta a dar as costas para os Estados Unidos.Brasil No caso da vinda ao Brasil, a Economist lembra que o presidente se recusou a discutir o fim das tarifas que incidem sobre o etanol importado pelos EUA e que não foram feitos "progressos visíveis" nas conversas sobre a rodada Doha de liberalização do comércio.Por outro lado, a revista destaca que Bush deixou a sua representante de Comércio, Susan Schwab, por mais um dia em São Paulo para discutir o assunto com o governo e o setor privado.Além disso, na avaliação da Economist, o clima do encontro entre Bush e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "longe do confronto que Chávez desejava", mostrando que as relações entre as maiores potências das Américas do Sul e do Norte estão passando a se parecer cada vez mais com as que existem entre os Estados Unidos e a Europa."Há um reconhecimento dos dois lados de que, no geral, a amizade supera quaisquer divergências em detalhes", diz a revista.A Economist diz ainda que a visita de Lula a Camp David, prevista para o final deste mês, é um sinal de que o Brasil não integrará o eixo antiamericano por intimidação de Chávez. E conclui: "Ninguém vai sentir mais a falta do enfraquecido presidente (Bush) do que a Venezuela".

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