Para economista, extensão da crise foi mal calculada

Otaviano Canuto, vice-presidente do Banco Mundial, considera que Barack Obama foi responsável por um erro de cálculo: o da profundidade e da extensão da crise, no início de seu governo. Sob sua liderança, foram aprovados pacotes com os quais se impediu a quebra das montadoras e dos bancos. Mas não foi o suficiente para estancar a sangria.

CHICAGO, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2012 | 02h03

Para o economista, o presidente poderia ter se valido de sua alta popularidade e sua maioria no Congresso para ampliar a ajuda. Analistas costumam culpar Obama também pelo fato de ele não ter explicado à população a gravidade da crise.

As expectativas não são nada boas caso Mitt Romney vença. Sua ascensão à Casa Branca viria com a adoção de um severo ajuste nas contas públicas. Segundo Canuto, o resultado inevitável disso é recessão, mesmo que o país venha a contornar o chamado abismo fiscal. Esse termo refere-se à possibilidade de ausência de acordo, no Congresso, sobre o ajuste fiscal até 2022.

Sem consenso, o país terá de cortar obrigatoriamente gastos adicionais nas áreas social e de defesa. O acordo também envolverá o aumento do teto para a dívida federal, sem o qual o governo não terá recursos para pagar as atuais despesas.

Para Canuto, o afastamento do abismo e a reeleição de Obama podem dar um impulso maior à economia em 2013. Primeiro, porque sua proposta prevê um ajuste mais gradual nas contas federais. Segundo, porque, desde julho de 2011, os investidores mantêm suspensos os seus projetos no país. / D.C.M.

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