REUTERS/Aaron P. Bernstein
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Para embaixador em Moscou escolhido por Trump, Rússia interferiu em eleição americana

Huntsman disse ao Senado que levantará a questão com o Kremlin

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2017 | 15h31

WASHINGTON  - O ex-governador do Estado de Utah Jon Huntsman, escolhido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser embaixador na Rússia, disse nesta terça-feira que “não há dúvida” que Moscou se intrometeu nas eleições americanas de 2016, e prometeu levantar a questão com o governo russo.

“Não há nenhuma dúvida, enfatizo, nenhuma dúvida de que o governo russo interferiu na eleição dos EUA no ano passado”, disse Huntsman, que já foi embaixador na China, em sua audiência de confirmação no Senado dos EUA.

“Moscou continua a se intrometer nos processos democráticos de nossos amigos e aliados”, disse ele, adotando um tom duro que foi bem recebido por vários membros do Comitê de Relações Exteriores do Senado.

Muitos parlamentares americanos, incluindo vários do Partido Republicano, o mesmo de Trump, estão preocupados que o presidente não adotará uma linha suficientemente dura nas conversas com a Rússia para combater o expansionismo russo no Leste Europeu e o apoio de Moscou ao governo da Síria na guerra civil do país.

Apesar das objeções de Trump, parlamentares aprovaram no final de julho um pacote duro de sanções à Rússia, que incluíram impedir que o presidente as amenizasse sem aprovação parlamentar.

Huntsman disse acreditar que qualquer ação sobre sanções devem estar vinculadas a se a Rússia acabará com suas agressões contra a Ucrânia.

A Rússia nega ter interferido na eleição dos EUA, mas a conclusão de agências de inteligência americanas de que os russos se intrometeram no processo para aumentar as chances de Trump ser eleito tem ofuscado o governo dele. / REUTERS

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