Para entender a questão do Cáucaso

1. Chechênia e Daguestão são duas subdivisões federais da Rússia, ambas no sudoeste do país. São regiões pequenas, montanhosas, predominantemente muçulmanas e têm sido marcadas por anos de guerras e por movimentos de independência. Tornaram-se famosas como pontos críticos dos conflitos internos russos.

O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2013 | 02h04

2. A primeira guerra chechena começou em 1994. Alguns anos antes, quando a União Soviética se desfez e suas várias regiões se separaram ou negociaram seu lugar na nova Federação Russa, as conversações de Moscou com representantes chechenos fracassaram. Havia anos que movimentos nacionalistas vinham ganhando terreno na Chechênia. A guerra durou quase dois anos e foi brutal. Os grupos jihadistas começaram a aumentar sua influência e, em 1999, um grupo checheno invadiu a vizinha região russa do Daguestão. Tropas russas retomaram a região. A segunda guerra devastou largas faixas do país e foi marcada por alegações de abusos de direitos humanos de ambos os lados.

3. É difícil separar as histórias da Chechênia e do Daguestão da de Moscou. Depois que insurgentes chechenos tentaram e não conseguiram obter a independência durante a 2ª Guerra, por exemplo, Stalin aprovou um plano de realocação forçada de mais de 400 mil chechenos, espalhando-os por todo o vasto territótio da União Soviética e solapando a própria ideia de uma identidade distinta. Alguns foram transferidos para o Quirguistão.

4. As questões no centro do conflito permanecem: chechenos e outros povos caucasianos lutam para conservar uma identidade distinta da grande massa russa; Moscou e o governo pró-Moscou na Chechênia trabalham para conter o extremismo islâmico e a violência, em vez de enfrentar as mazelas da região. / WP

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