Carl Court/Getty Images/AFP
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Para entender: Vaticano na ONU

Bandeira da Santa Sé será hasteada hoje pela primeira vez na sede da organização em Nova York; entenda outros itens aplicados a Estados não membros

O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2015 | 06h00

A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2015 será a primeira que contará com a bandeira do Vaticano hasteada em sua sede em Nova York. No último dia 10 foi aprovada uma modificação nas normas da organização para que os chamados Estados observadores não membros pudessem colocar suas bandeiras no local.

Entenda como é a participação da Santa Sé na ONU:

Status: Estado observador não membro

O Vaticano e a Palestina são os dois únicos representantes com status de observador e não membro na ONU. Essa condição garante o direito de hastearem suas bandeiras na sede da organização. Além disso, eles podem comparecer a grande parte das reuniões, participar dos debates e ter acesso a documentos importantes.

Os Estados não membros podem se candidatar para receber o status de observador permanente - status que se aplica somente na prática porque a Carta das Nações Unidas não prevê disposições sobre ele.

Muitas organizações intergovernamentais, como União Africana, Comunidade Caribenha e a Organização Internacional para Imigração (IOM, na sigla em inglês) recebem um convite permanente para participar como observadores das sessões e dos trabalhos da Assembleia Geral, além de manter escritórios na sede.

Bandeira: será hasteada pela primeira vez

Em 2015 será a primeira vez que Santa Sé hasteará sua bandeira na sede da ONU em Nova York. Ela deverá ser hasteada pouco antes da chegada do papa Francisco ao local.

No início de setembro, a Assembleia-Geral aprovou com grande maioria (119 votos a favor dentre os 193 membros) a resolução que permite o hasteamento de bandeiras de países observadores não membros sejam erguidas.

Voto: não tem direito

O Vaticano tem voz na Assembleia e pode participar dos debates, mas não tem permissão para votar, propor resoluções ou postular cargos na ONU.

Diplomacia: relações diplomáticas com 92% dos membros

A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 177 dos 193 membros da ONU, além da União Europeia e da Ordem Soberana e Militar de Malta. Desde 1994, mantém relações especiais com a Palestina.

Outras vantagens:

A maior vantagem para o Vaticano não é a bandeira da Santa Sé ser hasteada na sede da ONU, mas sim poder praticar sua versão de moralidade sobre os católicos e não-católicos.

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