Para especialistas, imigrantes ampliarão despesas e receitas

O impacto da imigração sobre o déficit federal é objeto de um debate agitado. Isso porque os economistas discordam quanto ao que medir. Eles concordam, porém, que a imigração é ótima para gerar receita e para a produtividade dos próprios imigrantes e produz um benefício líquido para a economia inteira, mesmo que haja perdas.

ANÁLISE: Annie Lowrey / NYT, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2013 | 02h04

A lei de imigração provavelmente terá um impacto fiscal positivo, reduzindo o déficit em centenas de bilhões de dólares. Segundo um estudo recente, a legislação aprovada no Senado produziria uma redução do déficit de US$ 200 bilhões nos próximos dez anos e de US$ 700 bilhões na década posterior - uma fração da economia geral, que provavelmente excederá os US$ 400 trilhões nos próximos 20 anos.

A redução do déficit viria porque, apesar do aumento das despesas, a receita também cresceria. Em uma década, o governo desembolsaria US$ 262 bilhões adicionais em programas como o Medicaid, mas a receita aumentaria em até US$ 450 bilhões com a formalização de uma parcela da população.

É importante observar que a lei impede imigrantes como trabalhadores sem documentos de receber vários benefícios do governo por anos. O que ajudaria a manter os custos baixos. E vale notar que, para os especialistas, o impacto econômico de modo geral será significativo, aumentando o porte da mão de obra, elevando os salários médios em longo prazo, fomentando o investimento de capital e aumentando a produtividade.

A análise feita pela Heritage Foundation, ao contrário, sustenta que os novos imigrantes legalizados se beneficiarão de uma grande variedade de serviços públicos - nem todos inseridos no orçamento federal - que excederiam em muito os tributos pagos pelos imigrantes. Embora a análise indique que, num período provisório "os tributos pagos pelos imigrantes aumentariam mais do que os benefícios oferecidos pelo governo", a Heritage Foundation prevê que a disponibilidade de benefícios médicos e ajudas sociais com base na renda do beneficiário para os imigrantes que não estão legalizados implicariam um custo fiscal líquido de US$ 106 bilhões ao ano, juntamente com uma carga de US$ 160 bilhões anuais para custear a Previdência Social e o Medicare quando os imigrantes se aposentarem. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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