Para EUA, 'ameaça norte-coreana' é foco da aliança com Seul

Secretário de Defesa americano afirma que objetivo dos países é o desmantelamento nuclear total de Pyongyang

Efe,

07 de novembro de 2007 | 10h18

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, ressaltou nesta quarta-feira, 7, na Coréia do Sul, que a ameaça nuclear norte-coreana é o principal motivo da aliança entre Washington e Seul, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap. "As ameaças nuclear e convencional da Coréia do Norte representam um ponto central da nossa aliança", disse Gates em entrevista coletiva com o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Jang-soo. Horas antes, Gates e Kim conversaram na reunião anual bilateral do Encontro Consultivo de Segurança. Apesar de ter expressado apoio à iniciativa norte-coreana de começar a inutilizar suas instalações nucleares esta semana, Gates lembrou que o objetivo final é a desmantelamento nuclear total da metade norte da península coreana. Na segunda-feira, a Coréia do Norte iniciou o processo de desativação das três principais instalações nucleares no complexo de Yongbyon e se comprometeu a declarar todos os programas nucleares antes de 31 de dezembro. A medida faz parte do acordo alcançado no diálogo de seis lados entre as duas Coréias, EUA, China, Japão e Rússia. Sobre o pedido norte-coreano de ser excluído da lista dos países patrocinadores do terrorismo, Gates afirmou que isto será feito quando a Coréia do Norte satisfizer "todas as condições" do acordo nuclear. O ministro sul-coreano também disse que não dispõe de informações de inteligência para considerar que a ameaça norte-coreana diminuiu. Segundo a Yonhap, no Encontro Consultivo de Segurança os dois ministros comentaram a situação das tropas americanas no país asiático e a transferência do controle das tropas sul-coreanas em tempos de guerra, que continua sob responsabilidade dos EUA. Em 1994, a Coréia do Sul recuperou o comando das tropas que tinham sido entregues aos EUA e à ONU em 1950, após a Guerra da Coréia. Seul espera ter o controle militar em situações de conflito até 2012. Gates descartou uma eventual redução do número de soldados norte-americanos na península. Ele se mostrou convencido de que as tropas americanas estão exercendo uma missão importante para a segurança e que sua missão continuará até depois de 2012. O secretário chegou a Seul na terça-feira para uma visita de dois dias e deve viajar nesta quarta para Tóquio.

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