Para EUA, bombardeio a cidade expõe 'perversão' do regime

A Casa Branca afirmou ontem que o bombardeio de Alepo, segunda maior cidade e centro econômico da Síria, demonstra a "profundidade da perversão" do regime de Bashar Assad. Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado tenta se distanciar dos atentados suicidas cometidos por insurgentes, em meio a crescentes indícios da presença da Al-Qaeda nas fileiras rebeldes.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h02

De acordo com Jay Carney, porta-voz do presidente Barack Obama, os EUA têm "informações confiáveis de que as forças sírias estão usando armas pesadas contra os opositores em Alepo". Para completar, a Casa Branca celebrou as deserções do embaixador da Síria nos Emirados Árabes Unidos e da representante no Chipre - eles são casados.

Washington tentou rebater a acusação do chanceler russo, Sergei Lavrov, de que estaria tentando "justificar o terrorismo". "Como podemos entender de outra forma?", questionou Lavrov ao comentar a reação dos EUA ao atentado da semana passada que matou quatro membros do alto escalão das forças de Assad.

A porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, disse que os EUA são "claros ao condenar todas as formas de violência". "Desde o começo do conflito, condenamos todos os ataques terroristas e atentados contra civis. No ataque contra o Ministério da Defesa, porém, o objetivo era o alto escalão militar e autoridades de segurança. Portanto, sem aprovar essas táticas de nenhuma forma, nós condenamos o atentado, mas precisamos notar que não eram civis. Eles organizavam a campanha militar de Assad."

O governo de Obama vem sendo questionado sobre o envolvimento da Al-Qaeda na oposição. Pelo curso dos eventos, Washington, segundo reportagem do New York Times, acabado ao lado da rede terrorista na luta contra o regime de Assad.

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