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Para EUA, resultados de teste norte-coreano são 'inconclusivos'

Primeiras análises de Washington não encontram 'nada que confirme que artifício nuclear tenha sido detonado'

29 de maio de 2009 | 15h16

Testes iniciais realizados pelos Estados Unidos para determinar se a Coreia do Norte explodiu um artifício nuclear na segunda-feira provou-se "inconclusivo", disse nesta sexta-feira, 29, uma autoridade norte-americana à agência Reuters. "Os primeiros resultados dos testes foram inconclusivos. Eles não encontraram nada que pudesse confirmar que um artifício nuclear tenha sido detonado", afirmou uma autoridade norte-americana, que não quis se identificar.

O funcionário disse que testes adicionais estão sendo realizados e estes resultados podem aparecer em alguns dias, apesar de não ter especificado uma data. A Coreia do Norte alega que realizou um teste nuclear na segunda-feira, seu segundo teste desde 2006, em uma ação que foi condenada pelo mundo todo e irá provavelmente resultar em medidas punitivas contra Pyongyang.

 

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O porta-voz do Departamento de Estado, Ian Kelly, disse que não tinha mais informações específicas sobre o que ocorreu na segunda-feira. No início desta sexta-feira, a organização do tratado de proibição de ensaios nucleares, localizada em Viena, disse que os dados até agora mostraram que a explosão de segunda-feira se assemelhou tanto com uma explosão quanto com um terremoto.

O serviço geológico norte-americano informou que foi detectado um terremoto de magnitude 4,7 em uma área próxima ao local onde o teste poderia ter ocorrido. Nesta sexta, a Coreia do Norte testou mais um míssil de curto alcance, da base de lançamento de Musudan-ni launch, na costa leste, informou um funcionário do governo sul-coreano, que falou em condição de anonimato. Foi o sexto teste de mísseis em menos de uma semana.

 

Segundo a agência sul-coreana de notícias Yonhap, o míssil é de um novo tipo de artefato terra-ar que tem uma alcance de até 260 quilômetros. A Yonhap disse acreditar que o projétil uma versão melhorada do SA-5, que a Coreia do Norte usou pela primeira vez em 1963 e lançou em regiões do leste e oeste do país. O SA-5 foi originalmente produzido pela União Soviética. Há sinais também de que o país prepara o lançamento de mais um míssil de curto alcance da base de lançamento da costa oeste, informou a Yonhap, sem divulgar mais detalhes.

 

'AUTODEFESA'

 

Pyongyang prometeu nesta sexta-feira adotar mais medidas de "autodefesa" se a Organização das Nações Unidas (ONU) punir o regime comunista com mais sanções. "Se o Conselho de Segurança da ONU nos provocar, nossas medidas adicionais de autodefesa serão inevitáveis", afirmou o Ministério das Relações Exteriores do país, num comunicado transmitido pelos meios de comunicação oficiais.

Os membros do Conselho estão tentando fechar um acordo sobre novas sanções contra Pyongyang depois de o governo norte-coreano ter assombrado o mundo ao afirmar que realizou seu segundo teste nuclear. "Quaisquer atos hostis do Conselho de Segurança serão equivalentes à demolição do armistício", disse o Ministério, numa referência ao cessar-fogo que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953).

"O mundo logo testemunhará como nosso exército e nosso povo se levanta contra a opressão e o despotismo do Conselho de Segurança das Nações Unidas e preserva sua dignidade e independência", acrescenta o comunicado. O texto não dá detalhes sobre quais medidas seriam adotadas, mas reitera que o teste nuclear de segunda-feira foi uma "medida de autodefesa."

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