Para EUA, testes de mísseis norte-coreanos isolam ainda mais o país

A Casa Branca classificou a decisão da Coréia do Norte de testar mísseis balísticos nesta terça-feira como uma ação que isolará ainda mais o país asiático da comunidade internacional. "Os norte-coreanos mais uma vez se isolaram", afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Tony Snow.Os mísseis usados nos testes incluem ao menos quatro de médio alcance e um de longo alcance Taepodong-2, a bomba mais avançada do país comunista, com um alcance de 15 quilômetros. Acredita-se que esse míssil pode atingir o solo norte-americano. Todos os mísseis caíram no Mar do Japão, informou o governo japonês. No entanto, segundo informou um oficial de alta patente do governo Bush (e que não quis se identificar), os lançamentos dos mísseis "não são uma ameaça imediata aos Estados Unidos".Os Estados Unidos contataram os governos da China, Coréia do Sul e Japão sobre os lançamentos. O presidente George W. Bush consultou o secretário de defesa Donald H. Rumsfeld, a secretária de Estado Condoleezza Rice e o conselheiro de segurança nacional Stephen Hadley, informou Snow. Os testes dos mísseis, que são vistos como provocação pelos Estados Unidos e outras nações que tentam submeter a Coréia do Norte a um programa nuclear verificável, aconteceu enquanto os americanos celebravam o Dia da Independência.AustráliaPara o primeiro ministro australiano, John Howard, as nações que negociam com Pyongyang devem condenar os lançamentos desta terça-feira. Ele afirmou que o ato é "extremamente provocativo"."Espero que o que a Coréia do Norte fez seja considerado provocativo não apenas pela Austrália e o Japão, mas também por outros países do grupo dos seis mais poderosos (referindo-se aos Estados Unidos, China, Rússia e Coréia do Sul)."ChinaO ministro do exterior da China disse que espera mais informações sobre o lançamento antes de dar sua opinião sobre o fato.O país é vizinho da Coréia do Norte e o seu principal aliado. A China fornece combustíveis, alimentos e dá outras assistências econômicas ao diplomaticamente isolado governo de Pyongyang. Há poucos dias, Pequim buscou desestimular os lançamentos de mísseis da Coréia do Norte e tentou recomeçar as negociações entre os seis países mais poderosos sobre o suspeito programa de armas nucleares de Pyongyang.

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