Para ex-premiê, sociedade deu aval para reformas estruturais

LISBOA

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2011 | 00h00

O último primeiro-ministro de centro-direita a governar Portugal, José Manuel Durão Barroso, celebrou ontem a vitória de seu partido, o Social-Democrata (PSD), nas eleições legislativas de ontem.

Segundo Barroso, hoje presidente da Comissão Europeia, o resultado é uma demonstração de que a população deu um mandato ao governo para que realize reformas estruturais e respeitem o plano de austeridade.

Barroso definiu a vitória de Pedro Passos Coelho, futuro primeiro-ministro, como uma "expressiva confiança" que lhe foi depositada pelo eleitorado, de acordo com nota divulgada em Bruxelas. "Sabemos que Portugal enfrentará um dos períodos mais exigentes de sua história", disse.

A União Europeia acompanhava de perto a eleição em Portugal, porque o porque o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, do Partido Socialista (PS), havia assinado o empréstimo de ? 78 bilhões concedido pela UE, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em troca, Bruxelas exigiu o compromisso de Lisboa com um profundo ajuste fiscal para enfrentar o déficit público de 9,1% e a dívida de 93% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de ? 160,4 milhões. Tudo para pagar um empréstimo equivalente a 40% das riquezas do país.

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