Para Fidel Castro, Cuba é vítima de chantagem internacional

Ex-presidente cubano acusa americanos e europeus de conspirarem contra o regime

Agência Estado e Associated Press

19 de abril de 2010 | 16h17

HAVANA - O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, afirmou nesta segunda-feira, 19, que Cuba não cederá à chantagem e ao que considera uma campanha internacional feita contra seu regime. Fidel disse em um dos seus habituais artigos, chamados "Reflexões" e publicados na imprensa local, que a Revolução Cubana teve seus "erros e acertos", mas que ele se manteve fiel a uma política baseada em princípios. A Revolução Cubana, afirmou, "nunca cedeu e não cederá ante à chantagem e ao terror midiático".

 

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Nas últimas semanas, o governo cubano denunciou uma suposta campanha, que seria orquestrada pelos EUA e a União Europeia, contra a ilha. Segundo as acusações de Cuba, a campanha teria sofrido uma escalada após a morte, por causa de uma greve de fome, do preso político Orlando Zapata, em fevereiro deste ano.

O presidente cubano Raúl Castro, irmão de Fidel, afirmou em discurso no começo de abril que a morte de Zapata "foi algo manipulado com cinismo", bem como a greve de fome de outro preso, Guillermo Fariñas, que está na terapia intensiva e sendo alimentado artificialmente.

Fidel dedicou também boa parte da coluna a seu amigo e aliado Hugo Chávez, presidente da Venezuela, que visitou Cuba na quinta-feira e teve uma reunião com ele e com Raúl.

O ex-líder afirmou que Chávez é, atualmente, "a pessoa que mais preocupa o império (aos EUA, segundo ele), pela sua capacidade de influenciar as massas" e pelos "imensos recursos naturais" do seu país.

Fidel não sai de casa desde que ficou gravemente doente há quase quatro anos. Em fevereiro de 2008, Raúl foi escolhido para governar a ilha, mas Fidel manteve o cargo de primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba.

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