Para França, ONU falhou ao tentar acordo contra repressão na Síria

Chanceler francês classificou tentativa de acordo feita pelo órgão como 'escandalosa'

Reuters

11 Setembro 2011 | 00h25

A França classificou como um escândalo a tentativa frustrada das Organizações das Nações Unidas de promover um acordo para cessar a repressão violenta a dissidentes na Síria. O chanceler francês Alain Juppé chegou a dizer que era terrível a ONU não ter apresentado uma posição clara sobre a crise na região.

 

Juppé, que está em visita à Austrália neste domingo, 11, fez o comentário quando questionado sobre a resistência russa às sanções sugeridas no mês passado contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. "Pensamos que o regime perdeu sua legitimidade. Achamos que é tarde demais para implementar um nível de reforma. Devemos adotar em Nova York uma resolução muito clara condenando a violência", acrescentou.

 

Manifestantes sírios pediram proteção internacional para impedir mais matança de civis no que se tornou uma das respostas mais violentas aos protestos da primavera árabe.

 

França, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e Portugal propuseram uma resolução que pedia sanções contra Assad, parentes influentes e colaboradores mais próximos, mas encontrou forte resistência da Rússia e da China.

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