Para Gates, EUA não toleram poder nuclear na Coreia do Norte

Secretário de Defesa afirmou que Washington reagirá rapidamente diante de qualquer ameaça coreana

BBC Brasil, BBC

30 de maio de 2009 | 02h18

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou neste sábado, 30, em Cingapura, que seu país reagirá rapidamente caso os EUA ou qualquer um de seus aliados na região sejam ameaçados pelo poder nuclear da Coreia do Norte.  

 

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"Não ficaremos sem tomar atitudes enquanto a Coreia do Norte coloca em prática sua capacidade de causar destruição a qualquer alvo na região ou a nós (os EUA)", afirmou Gates, durante um encontro com autoridades de Defesa de países asiáticos.

Segundo Gates, o recente teste nuclear e os lançamentos de mísseis por parte do governo de Pyongyang representam uma ameaça à estabilidade da região e podem levar a uma "corrida armamentista".

"A verdade é que, se eles continuarem neste caminho, eu acho que a consequências para a estabilidade da região são significativas".

Solução política

Apesar das palavras duras, Gates afirmou acreditar em uma solução política para a crise.

"Tentaremos interromper estes programas (nucleares) de modo pacífico, antes que eles realmente se transformem em uma ameaça clara e presente não apenas para os EUA, mas para outros países da região".

Segundo o correspondente da BBC na Ásia, Jonathan Head, o discurso de Gates provavelmente pretende mostrar aos aliados dos EUA na Ásia que o governo do presidente Barack Obama está comprometido em apoiá-los.

Míssil

Antes do discurso de Gates, autoridades de Defesa em Washington afirmaram que fotos de satélites americanos mostraram atividades de veículos no local usado como base de lançamentos de mísseis de longo-alcance pela Coreia do Norte.

Embora estas atividades tenham levantado suspeitas, um oficial do Pentágono afirmou à BBC que já foram registradas atividades do tipo em outras ocasiões, sem que mísseis fossem lançados.

Nesta sexta-feira, 29, o governo de Pyongyang lançou um míssil de pequeno alcance em sua costa leste e ameaçou "se defender" caso o Conselho de Segurança das Nações Unidas decida impor sanções por causa do teste nuclear do início da semana.

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